sábado, 19 de setembro de 2009

Jornal Equador em Dia



Um jornal voltado para a informação séria e ética. Leia o jornal e fique bem informado do que acontece no seu município. Jornalista Edione Nóbrega

quarta-feira, 25 de março de 2009

MAPA CARDÍACO

Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento.
(Clarice Lispector)

De repente é um olhar ávido por uma resposta. Qualquer resposta para tantas questões da indecisa, narcisa e divertida LUCIANA BERBI! Assim é o estado de quem, pela primeira vez, se depara com a firme e inquieta presença dessa personalidade: é preciso mergulhar profundamente nessa personagem do palco da vida e, entender o espetáculo que a compõe. Ela é um enigma. Difícil vai ser pescar o solo principal em que ela vive.
Quando essa pérola pisou pela primeira vez no KM 0, início da Transamazônica, ficou extasiada! Olhou em volta para todos os mistérios que a circulavam e repetiu várias vezes que estava pisando no KM 0. Empolgada, vibrante como se tivesse encontrado o tão grande Universo. No seu olhar muitas palavras, na sua boca uma profunda pergunta; melhor assim.
Está sempre brincando com as palavras e fazendo um jogo sedutor para todas as pessoas com quem troca idéias no seu dia-a-dia de mistérios. Presença forte e cheia de energia. Entende-se como uma pessoa mansa e de riso fácil, sem dinamite pronta para detonar quem lhe passe um muxoxo qualquer.
Parece disposta sempre para um bate-papo descontraído. Não gosta do silêncio nem vive alarmada com sua contemporaneidade, mas tem mistérios, como o de gostar muito de girafas, por exemplo. Um coração enorme! Seu mapa cardíaco é geminiano, aquele com movimentos rápidos e firmes. Ama o feitiço do olhar de quem lhe lança uma fisgada atrevida e não se encanta com o diferente, prefere o lado comum e esperado da vida. Mas tudo isso é rodeado de mistério, o que a torna fascinante, pois que a faz diferente da maioria. Antes de adormecer contrai os músculos da face para avisar que não se deve enganar com sua aparente simplicidade de ser, em tudo, enfim, mistérios. É verdade!
Lu é um pouco mineira, um pouco paraibana, um pouco carioca e, por fim, brasiliense. Mais esta última naturalidade!!! Adivinha por quê? Ela se revela assim, inútil, dizer, às vezes, que gosta de outros lugares. Ela tem o jeito estreito de ser candanga, então, nada patético dessa admiradora da modernidade e de coisas velozes e cinematográficas e secretas... Finge que não sabe para logo em seguida dizer que sabia e dançar e pintar na glória de qualquer um. Nessas horas ela surpreende e refina sua personalidade. Como se uma luz estivesse iluminando por traz do seu semblante ela diz, através do riso, que é uma poesia em forma de gente, uma madressilva em forma de Lu, uma Lu em forma de lírio do vale, uma verbena em forma de estar no mundo.
Essa menina vive perplexa com sua liberdade. Ela é livre como um propósito, como a atmosfera que a cerca. Essa originalidade enfeita, e muito, sua personalidade, mas ela , às vezes, caminha para uma situação-limite: assim, pensa muito sobre isso. Estar com ela é se arriscar em infinitas indagações e ficar à entrega! De quê?
Entre tantas outras idiossincrasias, esse meu ídolo se faz várias exigências; uma delas é com a cerveja que degusta. Ela revela preferir uma, especificamente, e, para essa proeza uma calderetinha árabe lhe traduz arte de verdade. Principalmente uma especifica, com ornamentação exclusivamente do Oriente mesmo, exatamente na direção em que o Sol nasce. Contar seus defeitos tem muita força e parece que a minha vocação no momento.
Pois pronto, Luciana Berbi da Silva Julião de Oliveira Caldereta, as palavras dão vida a gente assim, como você! E está faltando dizer tantas outras coisas ainda. Direi mais tarde, e não vou pedir licença não, tenho uma espécie de liberdade também, viu, JP! É o que você pensou sim! Tudo no improviso, no desvairado, previsível...